Sexta-feira (15) é o dia dos heróis anônimos que, no dia a dia nas escolas, em suas salas de aula, enfrentam dificuldades que vão desde a falta de condições adequadas, que passa pelo espaço físico e falta de recursos pedagógicos até a indisciplina, que na maioria dos casos transforma-se em agressão verbal e também na violência física contra o professor. A desvalorização profissional, baixos salários, o não respeito aos direitos conquistados são parte dos problemas que afetam os profissionais, porém a categoria continua firme na luta para reconquistar avanços retirados da carreira.
O 15 de outubro, consagrado no calendário escolar como dia do professor, deveria ser de comemoração da conquista de uma Lei (Piso Salarial Profissional Nacional), aprovada após 182 anos de peleja. Mas não é por conta da ausência de percepção política educacional do Prefeito de Aracaju que, utilizando-se da falsa premissa de quebra econômica do Estado Brasileiro por influência da crise financeira internacional, prejudicou o magistério municipal ao implementar a lei 11.738/08 reduzindo salários ao modificar o Plano de Carreira.
Principais Perdas:
- Cortou em 50% o avanço horizontal (mudança de letra), o que era de 6% passou a ser 3%;
- Avanço vertical (mudança de nível médio para superior) retirou 10% e 2,2% da especialização para o mestrado.
Achando pouco, continua até a presente data sem aplicar corretamente o Piso Salarial de R$1.024,68 na grade de vencimento do Magistério Municipal.
Nós, professores, somos eternos sonhadores. Lutamos e temos um objetivo maior: querer uma escola pública de qualidade social para o povo e, sobretudo, a valorização da nossa carreira. Portanto, vamos dar a volta por cima persistindo na luta e cantando:
Reconhece a queda
E não desanima
Levanta, sacode a poeira
E dá a volta por cima.
Parabéns a todos nós, professores, pela coragem de continuar nossa tarefa de condutores da cultura, levando à luz do conhecimento das letras àqueles que estão na escuridão.
Fonte: SINDIPEMA



Feliz dia dos professores!
Que esse dia de descanso merecido sirva para refletirmos sobre a nossa profissão. Lembremos de todas as batalhas que a categoria tem desenvolvido nos últimos anos para melhorar as precárias condições de trabalho. Combatemos o arrocho salarial, a destruição da carreira e a desregulamentação da profissão promovida pelo PSDB no estado de São Paulo. Lembremos que, depois de 20 anos de
luta, a Lei do Piso Nacional do Magistério foi criada durante o Governo do PT. E que essa mesma lei, que em São Paulo abriria milhares de postos de trabalho, está com sua aplicação emperrada por uma ação na justiça impetrada por governadores do PSDB, PSB e PMDB.
Enquanto vários governos usam a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF – entulho da era Fernando Henrique/PSDB) para não dar aumento de salário e favorecem a terceirização e atendimento por Organizações Sociais (OS’s), a Lei do Piso avança sobre a discussão de jornada, sobre a carreira e a unificação de uma
categoria nacional que se bate nacionalmente contra a flexibilização dos direitos, o sucateamento, a municipalização e a privatização da educação.
Portanto, em nosso dia aproveito para reafirmar que é preciso revogar a lei das OS’s e da LRF. É preciso aplicar a Lei do Piso e fazer o que não foi feito, por
isso voto em Dilma, no PT.
Viva os Professores, viva a luta dos trabalhadores!
15 de outubro, Dia do professor. Temos razões para comemorar?
Após refletir bastante sobre o exercício do magistério no Maranhão, seja na rede estadual ou nas redes municipais, decidi discorrer sobre a nossa desalentadora realidade.
Sofremos diariamente, na pele, no bolso e na alma, as graves conseqüências de uma política governamental que objetiva, explicitamente, o desmonte da escola pública, tanto em nosso estado, quanto em nosso país. O Brasil, O Maranhão e a maioria dos municípios brasileiros não dispensa a devida atenção ao ensino público, isso é fato! Nossos governantes e os representantes do legislativo, só elegem a educação como uma das suas prioridades, quando estão em campanha eleitoral. Eleitos, imediatamente dão continuidade à política de desmonte da escola pública e conseqüentemente, de precarização do trabalho docente. Parece regra geral, e aqui não há exceções, os governos de plantão, defendem e dão continuidade a política de investimento mínimo na educação pública, ano após ano. Essa escolha tem um preço muito alto, na medida em que vitima Professores e alunos. Os primeiros sofrem de todas as formas: baixos salários (que os empurram para duplas ou triplas jornadas); direitos negados e usurpados; salas super lotadas; carência de materiais de trabalho; problemas de saúde adquiridos no exercício do magistério, etc. Como se isso tudo não bastasse, nossos sindicatos (SINPROESEMMA, SINDEDUCAÇÃO e outros), têm diretorias que não defendem nossos interesses e geralmente funcionam como linha auxiliar dos governos.
Nossos alunos, inegavelmente, são as maiores vítimas, pois recebem um ensino de baixa qualidade, em função do não aparelhamento pedagógico e estrutural das nossas escolas, muitas não contam com a estrutura mínima para funcionarem. A maioria das escolas maranhenses não dispõe de bibliotecas, laboratórios de ciências e informática; quadras poli-esportivas; corpo docente completo e com a devida habilitação. Toda essa conjuntura, extremamente desfavorável, não pode resultar em avanços educacionais, como alguns governos insistem em noticiar.
Em fim, necessitamos reconhecer que muito precisa ser feito para que possamos transformar essa realidade adversa da escola pública maranhense. Vale ressaltar que essa transformação não será obra de um messias, político ou governante, ela só se efetivará se todos nós (professores, gestores, demais educadores e alunos) despertarmos para a necessidade de se fazer a luta coletiva e permanente, buscando garantir, de todas as formas, a melhoria do ensino público e a nossa VALORIZAÇÃO PROFISSIONAL. Certamente, esta transformação só será consolidada se, mais e mais educadores engajarem-se nesta luta. Somente assim, dentro em breve, poderemos ter razões reais para celebrar no dia 15 de outubro.
Apesar de tudo, aproveito a data para parabenizar a todos os professores e professoras maranhenses, em especial aqueles e aquelas que exercem o magistério no chão da escola pública, seja ela estadual ou municipal. Afinal de contas, mesmo com tantas dificuldades ainda conseguimos minimamente, educar e esta educação vem fazendo a diferença, na medida em que, promove a emancipação cultural e social de milhares de jovens maranhenses.
FELIZ DIA DO PROFESSOR!
Antonísio Furtado (Militante do MRP – Mov. de Resistência dos Profissionais da educação e professor das redes estadual e municipal, em São Luis-Ma)
Mesmo atrasado, quero dedicar a vc professor, educador e a todos que trabalham na área da Educação, que de uma maneira ou de outra contribuem para a educação porque todos os que fazem parte do quadro da educação são importantes e sem este conjunto jamais uma escola subsistiria. Quero frizar que o professor, de uma maneira ou de outra, é o segundo pai ou a segunda mãe dos alunos na escola. Que Deus te dê sabedoria apesar das barreiras e dificuldades dessa profisssão para lidar com todos em geral: alunos, professores, educadores, vigilante, merendeiras, etc… E a todos àqueles que já foram meus professores agradeço de coração, porque se hoje sou o que sou, tenho certeza de que de alguma forma eles contribuiram para isto.